Criptomoeda dispara 100% em 20 minutos e hacker leva R$ 30 milhões em Ethereum de roubo que teve pausa e reversão de blockchain
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Um ataque massivo de manipulação de preço contra a Tectonic, o maior protocolo de empréstimos da rede Cronos, resultou na drenagem de cerca de US$ 75 milhões no último domingo (30).
O invasor inflou artificialmente a cotação do token TONIC em cerca de 100 vezes em um intervalo de apenas 20 minutos, utilizando a garantia inflacionada para tomar empréstimos de ativos de maior liquidez.

Em resposta emergencial, validadores da Cronos (CRO, criada pela corretora Crypto.com) paralisaram a blockchain minutos após o ataque e executaram uma reversão de blocos (rollback), revertendo aproximadamente US$ 68,7 milhões retidos na cadeia.
Contudo, cerca de US$ 6 milhões já haviam sido transferidos para a rede Ethereum e permanecem sob posse do invasor. Ou seja, o roubo segue estimado em um valor próximo de R$ 30 milhões, com a cotação do Dólar em 5,14.
A produção de blocos na rede só voltou a funcionar na segunda-feira (31), quando os validadores finalizaram o retorno da rede ao estado antes do ataque.
Cronos Network is back online and producing blocks.
— Cronos (@CronosApp) August 31, 2026
We’re currently bringing the Cronos app back up for our beta testers and will keep you posted as all features resume.
Your funds are safe. https://t.co/JPK9NyRoF4
O que disse o CEO da rede Cronos? “Pausamos a rede para proteger os usuários”
Em nota ao mercado, o executivo que comanda a rede Cronos se manifestou sobre a pausa da rede e a volta a um estado anterior.
“A Cronos Network foi interrompida ontem por consenso dos validadores para proteger os usuários após a exploração do Tectonic. Isso foi considerado necessário, pois protegia os usuários de serem expostos a essa exploração. A cadeia está de volta online, os serviços serão retomados em breve. Análise pos mortem a seguir“, disse o CEO da Cronos, Ryan Wyatt no X.
Até esta terça-feira (1), contudo, a rede ainda não publicou detalhes sobre o ataque que levou 6 milhões de dólares.
As investigações sobre o caso seguem com corretoras e empresas de rastreio de criptomoedas, que buscam ajudar a devolver os fundos roubados para a rede.
Por fim, o caso mostra como as redes de altcoins lidam com invasões em seus ecossistemas, podendo pausar a rede e voltar o histórico de suas “blockchains” a um estado anterior de forma fácil.
Ataques de manipulação de preço em criptomoedas atingem recorde em 2026
Segundo levantamento da empresa de inteligência TRM Labs, a vulnerabilidade crítica nos protocolos de empréstimo em 2026 tem sido a aceitação de garantias ilíquidas ou manufaturadas:
- Novo recorde histórico: Foram registrados 32 ataques de manipulação de preço em 2026, o maior número já computado em um único ano.
- Participação no setor: A manipulação de preços agora responde por cerca de 1 em cada 8 hacks no mercado cripto, contra 1 em cada 17 observados em 2022.
- Ranking histórico: O caso da Tectonic se consolida como o terceiro maior ataque de manipulação de preço da história cripto, atrás apenas do ocorrido na Cetus (maio de 2025) e na Mango Markets (outubro de 2022).
Outros casos recentes em 2026 incluem o ataque à Drift Protocol em 1º de abril (onde US$ 285 milhões foram drenados através de um token manufaturado aliado a falhas de governança) e à Moonwell na Base em 27 de agosto (perda de US$ 8,7 milhões).
Até o momento, a autoria do exploit na Tectonic não foi atribuída a nenhum grupo específico.
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