PGR aproxima setor público e corretoras para rastrear crimes com criptomoedas
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) reuniu especialistas do setor público e privado em Brasília para debater o combate a crimes com criptoativos. O encontro ocorreu na terça-feira (12), durante o Chainalysis Nodes 2026, com o objetivo de fortalecer as investigações contra organizações criminosas no Brasil.
Membros do Ministério Público Federal (MPF) participaram de rodadas de conversas ao lado de funcionários de empresas do ecossistema de criptomoedas. As palestras do evento focaram no rastreamento do caminho do dinheiro e na cooperação internacional.
Essa parceria contou com a colaboração da empresa de inteligência focada em tecnologia blockchain chamada Chainalysis. A secretária de Cooperação Internacional do órgão federal destacou o caráter inédito desta troca de informações na abertura das atividades.
Combate a crimes com criptoativos exige rapidez
Anamara Osório explicou o uso da blockchain pelos investigadores nas tarefas de monitoramento de transferências de saldo. Ela apontou a ligação entre carteiras de criptomoedas como um ponto chave para solucionar casos de fraudes e tráfico de pessoas.
Osório ressaltou o desafio gerado pela velocidade das transações sem intermediários financeiros tradicionais em um ambiente de alcance global. Desta forma, o contato direto com corretoras de criptomoedas brasileiras desponta como a via sugerida para rastrear valores ocultos.
O coordenador da Câmara Criminal (2CCR) reforçou a necessidade de adaptação do sistema de justiça à rapidez do ambiente conectado. Francisco Sanseverino declarou aos presentes o peso do tempo nas apurações e pediu agilidade nas ações para evitar a perda de provas.
Grupo especializado apoia procuradores em casos complexos
O encontro também abordou os trabalhos diários do Grupo Executivo sobre Criptoativos do MPF no suporte técnico aos profissionais do direito. A equipe com sete integrantes foca na criação de normas e na padronização das rotinas de rastreio de recursos desviados.
Alexandre Senra comanda as atividades deste grupo em casos de pedidos judiciais de liquidação de moedas e apreensão de carteiras. O procurador da República citou exemplos práticos de combate à lavagem de dinheiro e quebra de sigilo cadastral de suspeitos.
Senra indicou a entrega de orientações precisas aos investigadores para acelerar o atendimento de ordens judiciais expedidas por magistrados. As rotinas sugeridas pela equipe procuram garantir a eficácia da prova coletada sem gerar questionamentos processuais nas fases de tramitação processual.
O coordenador adjunto Thiago Bueno descreveu o auxílio oferecido desde o inquérito policial até a elaboração de notas técnicas detalhadas. Bueno frisou o trabalho integrado com outras frentes como a Secretaria de Cooperação Internacional (SCI) em crimes de proporções transnacionais.
Manuais de investigação e coleta legal de provas digitais
A instituição lançou o documento “Roteiro de Atuação Criptoativos e Persecução Patrimonial” para guiar as operações com bens intangíveis. O material ensina os conceitos do bitcoin e orienta os agentes a evitar o compartilhamento de fotografias das chaves de acesso.
No painel de debates sobre desafios no exterior, Vladimir Aras avaliou os métodos antigos de cooperação jurídica como ferramentas obsoletas. O procurador regional da República defendeu a troca de informações preparatórias antes do envio de pedidos formais entre os países.
Aras recomendou o uso de contatos diretos e um maior diálogo com os prestadores de serviços do mercado de criptoativos. Além disso, ele alertou sobre o cuidado com a integridade das provas digitais para evitar a anulação do processo nas cortes.
Integração de setores no mercado financeiro
Um painel sobre quebras de sigilo contou com a moderação do secretário da Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise (Sppea/MPF). Daniel Azevedo Lôbo guiou as discussões em torno de mecanismos eficientes de sequestro de bens e bloqueios em empresas do segmento.
Lôbo ressaltou a adoção de novas diretrizes teóricas pelo judiciário brasileiro frente aos cenários criados pelas criptomoedas. As discussões priorizaram debates pragmáticos focados na rotina dos policiais e promotores em operações de combate aos ilícitos cibernéticos.
Autoridades estatais deixaram o encontro com a missão de aproximar os órgãos de fiscalização governamental das companhias financeiras privadas. O aprimoramento das ferramentas de inteligência em tecnologia blockchain surge como a resposta firme ao avanço das fraudes na internet.
Fonte: PGR aproxima setor público e corretoras para rastrear crimes com criptomoedas
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