Corretora BitMart contrata assessoria financeira em meio a restrições de saques, mas clientes seguem furiosos
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A BitMart, corretora de criptomoedas que anunciou o fim de suas atividades em julho, revelou nesta quarta-feira (9) que contratou a Alvarez & Marsal (A&M), uma empresa de consultoria e reestruturação, para avaliar sua situação financeira e opções futuras.
Isso porque muitos clientes relatam problemas para sacar suas criptomoedas da corretora. Em agosto, por exemplo, o fundador da BitMart chegou a publicar um texto afirmando que eles não estavam fugindo.
Mais tarde, naquele mesmo mês, a corretora disse até mesmo estar considerando voltar ao mercado.
Dados do SimilarWeb mostram que a BitMart perdeu 42% de seu tráfego em julho e depois outros 95% em agosto.
BitMart apresenta nova tentativa para solucionar seus problemas
Em texto publicado nas suas redes sociais nesta quarta-feira (9), a BitMart diz ter contratado a Alvarez & Marsal (A&M) como sua assessora financeira externa.
“A A&M auxiliará a BitMart e seus assessores jurídicos na avaliação da situação financeira da BitMart, das questões relacionadas às partes interessadas e dos procedimentos para saques de forma ordenada, além de ajudar a avaliar as opções disponíveis e apoiar o desenvolvimento de um plano de ação de curto prazo.”
Embora a corretora não estivesse publicando atualizações constantes, agora eles prometem divulgar informações de forma contínua nas próximas três semanas. O papel da A&M, segundo a nota, será avaliar as operações da corretora, seus ativos, sua situação financeira e possíveis caminhos a serem seguidos.
Continuando, a BitMart diz ter plena consciência das preocupações de seus clientes sobre os procedimentos de saques, a situação dos ativos e os procedimentos relacionados que serão adotados posteriormente.
“Todos os dados relevantes deverão ser verificados por uma assessoria financeira independente antes de serem divulgados externamente, para garantir sua precisão e autenticidade. Esse é o motivo pelo qual contratamos a A&M.”
O principal temor dos investidores é que a corretora esteja insolvente, não tendo dinheiro em caixa para honrar todos os pedidos de saques.
Finalizando o texto, a BitMart afirma que também pretende contratar uma terceira parte independente para supervisionar as operações da empresa e a custódia dos ativos.
Comunidade continua furiosa com saques travados
Nos comentários do tuíte acima, pode-se perceber que os clientes da BitMart não estão nada satisfeitos com a lentidão do processamento de saques. Afinal, muitos deles estão com seus fundos travados há mais de 40 dias.
Enquanto alguns marcam o perfil do FBI pedindo uma investigação sobre o que está acontecendo, outro afirma ter US$ 5.800 travados na corretora e um terceiro aponta que as soluções apresentadas não fazem nenhum sentido.
“Se suas intenções fossem boas… nada disso teria acontecido… Não havia motivo algum para congelar os ativos das pessoas e agora vocês ficam apenas enrolando todo mundo, alimentando esperanças quando sabem muito bem que não haverá devolução de nenhum ativo.”

Mais recentemente, surgiram rumores de que Sheldon Xia, fundador da BitMart, também teria ligação com outra corretora de criptomoedas, a Woo X, que também estaria tendo problemas para processar retiradas.
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