Charles Schwab revela quanto cada investidor poderia ter de Bitcoin em seu portfólio
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A Charles Schwab, gestora com US$ 11,9 trilhões em ativos sob gestão, publicou nesta segunda-feira (6) um estudo sobre quanto cada investidor poderia ter de exposição ao Bitcoin e outras criptomoedas em seu portfólio.
Em uma resposta rápida, o texto afirma que não existe uma resposta correta, já que essa decisão é bastante pessoal.
No entanto, a gestora compara a volatilidade e a queda máxima do Bitcoin com outros ativos para mostrar como uma pequena alocação pode mudar uma carteira completamente.
1,2% de Bitcoin em um portfólio significa um risco de 10%, revela gestora
Embora o padrão de investimento 60/40 (ações/renda fixa) seja famoso, cada vez mais pessoas e empresas estão se questionando o que acontece quando o Bitcoin é adicionado a esses portfólios.
Como exemplo, Ric Edelman, um dos melhores consultores financeiros dos EUA, afirma que portfólios conservadores deveriam ser de 60/30/10 e os agressivos de 40/20/40.
Já a Charles Schwab se mostrou mais cautelosa em relatório publicado nesta segunda-feira (6), citando uma exposição entre 0,7% a 22,4% em dois estudos.
O primeiro deles analisa a premissa de retorno anual.
Aqui, um investidor conservador não investiria no Bitcoin caso imaginasse que os ganhos seriam de 10% ao ano, mas poderia alocar 1% se a expectativa subir para 15% ou então se expor em 3,1% com ganhos projetados em 25%.
Para os perfis moderado e agressivo, essas alocações sobem para 1,5 e 1,9%, respectivamente, bem como para 6,6 e 8,8% e, então, para 16,9% e 22,4%. No caso do Ethereum, a alocação seria bem menor em todos os cenários apresentados.

“Há riscos nessa abordagem amplificados no caso das criptomoedas, incluindo o fato de que investidores têm visões muito diferentes sobre o desempenho esperado de uma criptomoeda, e mesmo uma pequena alocação pode ter um impacto desproporcional no desempenho”, explica a gestora.
Já no segundo caso, a Charles Schwab comenta quanto seria essa exposição com base no risco desejado.
O gráfico revela que uma simples exposição de 1,2% ao Bitcoin aumentaria o risco da carteira conservadora para 10%, mas que um portfólio agressivo poderia se expor em 4% para manter esse risco.
“Devido à volatilidade historicamente muito elevada do bitcoin e do ether, com base em nossa pesquisa, mesmo uma pequena alocação representa uma grande parcela do risco do portfólio.”

Como pode ser visto na imagem acima, a maior exposição apresentada é de 5,6%, mesmo para investidores agressivos.
“Dada a volatilidade histórica do bitcoin e do ether, as alocações sugeridas são relativamente pequenas”, explica a gestora. “Nesses níveis, os principais fatores de risco total do portfólio continuam sendo os investimentos tradicionais em ações e renda fixa, mas a adição de bitcoin ou ether oferece a possibilidade de melhorar o desempenho do portfólio, ou de gerar perdas.”
Atualmente, a gestora já permite que seus clientes invistam em Bitcoin e outras criptomoedas via ETFs, negociação de futuros ou indiretamente via ações de empresas do setor. A previsão é que eles lancem a ‘Schwab Crypto’ neste ano para a negociação spot de Bitcoin e Ethereum.
Quanto o Bitcoin sobe por ano?
Dados históricos revelam que o preço do Bitcoin possui uma taxa de crescimento anual composta de 86%. No entanto, parte dessa porcentagem está ligada aos primeiros anos da criptomoeda.
Como exemplo, o Bitcoin fechou 2013 com alta de 5.429%, seguido por outros 1.336% em 2017 e 304% em 2020. Por outro lado, a criptomoeda caiu 73,4% em 2018, 64,2% em 2022 e 56,1% em 2014.

Conforme o Bitcoin já é um ativo de 1,4 trilhão de dólares, a expectativa é que ele não mantenha esse crescimento anual de 86%. No entanto, o preço de entrada pode fazer uma grande diferença nos retornos do investidor.
Fonte: Charles Schwab revela quanto cada investidor poderia ter de Bitcoin em seu portfólio
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