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Investigação do NYT afirma que Satoshi Nakamoto, criador do Bitcoin, é Adam Back

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Adam Back

John Carreyrou, um jornalista do The New York Times, acredita ter descoberto a identidade de Satoshi Nakamoto, criador do Bitcoin. Em matéria publicada nesta quarta-feira (8), a investigação afirma ter passado por 34 mil nomes até sobrar apenas um: Adam Back.

Citado como referência no whitepaper do Bitcoin devido à criação do Hashcash, Back sempre foi um suspeito devido à sua capacidade técnica, dentre outros motivos, incluindo o fato de ser britânico.

Seu nome voltou aos holofotes no final de 2024 após a HBO fazer um filme sobre a identidade de Satoshi. Na data, Peter Todd foi apontado como o criador do Bitcoin, mas o documentário apresentou várias provas contra Back antes de fazer uma reviravolta na história.

Isso chamou a atenção de Carreyrou.

“Adam Back, um criptógrafo britânico e figura de destaque no movimento do Bitcoin, estava sentado em um banco de parque em Riga, na Letônia, com a camisa para fora da calça sob um casaco marrom. O cineasta foi citando casualmente os nomes de vários suspeitos de serem Satoshi. Quando seu próprio nome foi mencionado, Back ficou tenso, negou veementemente ser Satoshi e pediu que a conversa ficasse fora do registro”, escreveu o jornalista do NYT.

“Tendo encontrado minha cota de mentirosos ao longo da vida e desenvolvido certa habilidade para perceber seus sinais, o comportamento de Back — seus olhos esquivos, a risada constrangida, o movimento brusco da mão esquerda — me pareceu suspeito.”

Mistério sobre a identidade do criador do Bitcoin já atraiu diversos jornalistas, mas Carreyrou utilizou novas ferramentas de IA

O Bitcoin levou somente 12 anos para atingir um valor de mercado de US$ 1 trilhão, sendo o ativo mais rápido a atingir essa soma. No entanto, muito antes disso, o mistério sobre a identidade de seu criador já havia atraído a atenção de diversos jornalistas.

John Carreyrou, do The New York Times, foi mais um que entrou nessa toca do coelho, passando um ano em busca de pistas que o levassem a Satoshi Nakamoto.

Parte da investigação foi baseada nas listas de discussão Cypherpunks, Cryptography e Hashcash. Entre 1992 e 30 de outubro de 2008 (quando o whitepaper do Bitcoin foi divulgado), mais de 34 mil pessoas postaram algo nestas três listas.

Filtrando aqueles com menos de 10 postagens, Carreyrou e Dylan Freedman, jornalista da equipe de IA do NYT, chegaram a 1.615 suspeitos. Após uma nova filtragem, excluindo aqueles que nunca falavam sobre dinheiro digital, o número caiu para 620 candidatos.

“Juntas, essas 620 pessoas haviam escrito um total de 134.308 mensagens.”

A ideia do jornalista era utilizar estilometria para comparar os textos de Satoshi, incluindo uma série de e-mails que vieram a público em 2024 durante o julgamento de Craig Wright, com as mensagens deste amplo grupo. No entanto, isso já havia sido feito anteriormente.

Portanto, a conclusão foi buscar por palavras sem sinônimos para identificar quem também as utilizou anteriormente.

“Back apareceu no topo da lista, com 521 palavras sem sinônimos compartilhadas com Satoshi. Alguns outros cypherpunks vinham logo atrás, mas todos haviam escrito muito mais mensagens do que Back, o que o fazia se destacar ainda mais.”

Na sequência, eles analisaram os erros gramaticais de hifenização, chegando a uma contagem de 325 erros feitos por Satoshi.

“Quando comparamos esses erros com os escritos de centenas de suspeitos, Back foi um ponto fora da curva. Ele compartilhava 67 dos erros exatos de hifenização de Satoshi. A pessoa com o segundo maior número de coincidências tinha 38″, escreveu Carreyrou.

Após mais um corte com base em estilometria, a lista foi limitada a 562 suspeitos.

Além de Adam Back, outros nomes destacados são os de Len Sassaman, Ian Grigg, Hal Finney, James Donald, Timothy May, Ben Laurie, Wei Dai e Nick Szabo.

Seguindo, o jornalista aplicou um filtro sobre aqueles que às vezes confundiam as palavras “it’s” (é) com “its” (seu) e vice-versa, deixando a lista com 114 suspeitos.

Na sequência, sobraram somente 56 cypherpunks que terminavam algumas frases com “also” (também), assim como Satoshi. Indo além, o jornalista eliminou todos que escreviam “bug fix” em vez de “bugfix”, bem “halfway” e “downside” em vez de “half way” e “down side”.

“A partir daí, eliminamos os autores que, ao contrário de Satoshi, hifenizavam corretamente os adjetivos compostos “noun-based” e “file-sharing”, mas não utilizavam hífen no substantivo composto “double spending”. Isso nos deixou com oito suspeitos”, aponta Carreyrou.

“Então perguntamos ao nosso banco de dados: quantos desses oito suspeitos restantes alternavam entre “e-mail” e “email”, “e-cash” e “electronic cash”, “cheque” e “check”, e entre as formas britânica e americana da palavra “optimize”, como Satoshi fazia? A resposta foi apenas um: Back.”

Outros textos de Satoshi Nakamoto e Adam Back também são parecidos

Em outros trechos da investigação, o jornalista do The New York Times compara outros textos de Adam Back e Satoshi com pensamentos parecidos, mesmo com mais de uma década de diferença.

“Para mim, a criptoanarquia é um meio de alcançar um governo mais libertário; é uma ferramenta fundamental para reduzir o poder do governo e viabilizar liberdade e privacidade. Um governo libertário significa um governo menos poderoso, menos impostos, leis menos onerosas e mais liberdades”, escreveu Back em setembro de 1996.

“Isso é muito atraente do ponto de vista libertário, se conseguirmos explicar direito. Sou melhor com código do que com palavras”, escreveu Satoshi em novembro de 2008.

Satoshi também teria escrito a palavra “spam” 24 vezes em seus textos, com ideias que se encaixavam no pensamento de Back.

“Se você é alguma celebridade da mídia e recebe e-mail demais, basta aumentar o squelch, elevar a taxa de postagem exigida e adicionar à sua lista de isenção as pessoas de quem você quer receber mensagens”, escreveu Back em agosto de 1997.

“Se alguém famoso estiver recebendo mais e-mails do que consegue ler, mas ainda quiser uma forma de permitir que fãs entrem em contato, poderia configurar o Bitcoin e divulgar um endereço IP em seu site. “Envie X bitcoins para minha linha direta prioritária neste IP e eu lerei a mensagem pessoalmente””, escreveu Satoshi em janeiro de 2009.

“A Gnutella tem uma chance muito maior de sucesso porque os servidores centrais do Napster podem ser fechados. A Gnutella basicamente não pode ser desligada”, escreveu Back em maio de 2000.

“Governos são bons em cortar a cabeça de redes controladas centralmente, como o Napster, mas redes puramente P2P, como a Gnutella e o Tor, parecem conseguir se manter”, escreveu Satoshi em 2008.

Além disso, Carreyrou também menciona outros indícios que já haviam sido apurados pela comunidade. Isso inclui a gravação de uma manchete do The Times no bloco gênesis que só apareceu na versão impressa do jornal britânico.

Ou seja, um indício de que Satoshi não era americano, mas sim do Reino Unido.

Conversando pessoalmente com Back em Las Vegas durante a maior conferência de Bitcoin do mundo, o jornalista também conseguiu algumas informações pessoais sobre a vida do desenvolvedor.

“A família [de Back] se mudava bastante, e os parentes tinham opiniões fortes e não hesitavam em expressá-las.”

Isso também incluiu seu conhecimento técnico, com foco em PGP (Pretty Good Privacy), sistemas distribuídos e a linguagem de programação C++, uma mistura de tecnologias que serviram de base para a criação do Bitcoin.

Outro ponto mencionado é a forte amizade entre Back e Hal Finney que, além de ser um dos primeiros a entender e elogiar o Bitcoin, também recebeu a primeira transação da criptomoeda, enviada pelo próprio Satoshi Nakamoto.

“Em dezembro de 2010, o sr. Finney escreveu uma mensagem no Bitcointalk elogiando o código do Bitcoin. Duas horas depois, Satoshi respondeu: “Isso significa muito vindo de você, Hal””, escreveu o jornalista.

Indo além, a matéria também destaca a suposta data de nascimento de Satoshi, 5 de abril de 1933, uma alusão à proibição da custódia de ouro nos EUA, mas que poucos viram que Back falou sobre o tema ainda em 2022.

“Apenas por curiosidade, qual foi a justificativa para que a posse privada de ouro fosse tornada ilegal nos EUA? É de deixar a cabeça girando…”

Adam Back tinha interesse na cultura japonesa, o que pode ter levado ao nome nipônico de Satoshi Nakamoto

O próprio nome “Satoshi Nakamoto” também é alvo de fascínio na comunidade.

Uma teoria afirma que, caso o nome seja escrito utilizando dicionários japoneses, isso levaria a Hal Finney. Outra aponta que Paul Le Roux, outro desenvolvedor, já utilizou o nome falso de Solotshi, muito semelhante a Satoshi.

No entanto, Carreyrou destaca que Adam Back demonstrou interesse pelo Japão ainda em 1997, quando um cypherpunk local criou um remailer diretamente de seu país.

“Parabéns por iniciar um remailer em uma nova jurisdição! Fazer compras de jurisdição também é bom — fico curioso para saber o que o Japão oferece como oportunidade jurídica — há coisas legais no Japão que não são legais na Europa ou nos EUA?”, escreveu Back na data.

Mais tarde, Satoshi utilizou a empresa japonesa Anonymousspeech L.L.C. para registrar o site bitcoin.org, bem como criar duas contas de e-mail.

Voltando ao próprio Bitcoin, o jornalista destaca que tanto Back quanto Satoshi lançaram o Hashcash e o Bitcoin como ferramentas de código aberto, uma aversão ao direito autoral, que pode ser vista nas mensagens acima sobre o Gnutella e o Napster.

Back também teria feito comentários ainda em 1998 sobre como resolver o problema da geração de novas moedas do b-money, de Wei Dai.

“Back chegou até a antecipar a resposta de Satoshi a uma das principais críticas que mais tarde seriam feitas ao Bitcoin: seu alto consumo de eletricidade”, escreveu Carreyrou, notando que Satoshi apresentou a mesma justificativa mais de uma década depois.

Satoshi chegou, Back sumiu, Satoshi sumiu, Back voltou

Finalizando, o jornalista do The New York Times também aponta que Adam Back sempre foi muito presente nas listas Cypherpunks ou Cryptography, sempre com textos longos e detalhados, mas que acabou não se pronunciando sobre o Bitcoin em seu lançamento.

O desenvolvedor teria mostrado interesse na criptomoeda somente em junho de 2011, cerca de seis semanas após Satoshi Nakamoto abandonar o projeto e desaparecer por completo.

“Em 17 de abril de 2013, um criptógrafo argentino chamado Sergio Demian Lerner publicou um post em blog revelando a fortuna de Satoshi. Naquele mesmo dia, Back entrou no Bitcointalk”, destaca o jornalista.

Na data, Back também deixou um comentário curioso no blog de Lerner.

“Pergunta para o autor do blog – quando esse bug foi corrigido? Que proporção dos US$ 130 milhões ele gastou (ou sacou)? É só curiosidade. E imagino que, se parecer para você que está chegando perto demais, talvez queira parar no interesse do Nakamoto…”

Adam Back comentando em artigo sobre o “padrão Patoshi” em 2013. Fonte: Bitslog.
Adam Back comentando em artigo sobre o “padrão Patoshi” em 2013. Fonte: Bitslog.

A partir disso, Back entrou de cabeça no projeto. Além de ser proativo na comunidade, também fundou a Blockstream para continuar o desenvolvimento do Bitcoin junto a outros desenvolvedores.

“Foi o início de uma era em que Back rapidamente acumulou influência e se tornou uma espécie de líder informal da ainda pequena comunidade Bitcoin”, escreveu Carreyrou.

“Tudo isso parecia consistente com o que Satoshi poderia fazer se decidisse reaparecer sob a cobertura de seu nome verdadeiro e reassumir o controle de sua criação.”

Novamente, textos de Back e Satoshi começam a se cruzar, incluindo suas visões sobre o DigiCash, de David Chaum.

“A exigência de um servidor central tornou-se o calcanhar de Aquiles da DigiCash”, escreveu Back e a Blockstream em 2014.

“Claro, a maior diferença é a ausência de um servidor central. Esse era o calcanhar de Aquiles dos sistemas chaumianos”, escreveu Satoshi em 2009.

Já no início da guerra do tamanho dos blocos, em 2015, Satoshi teria enviado um e-mail em defesa dos blocos pequenos, compartilhando a opinião de Back sobre o tema enquanto afirmava que o comportamento de Gavin Andresen e Mike Hearn, defensores dos blocos grandes, era irresponsável.

O que Adam Back respondeu sobre o assunto?

John Carreyrou acabou se encontrando com Adam Back novamente em El Salvador no início de 2026, onde apresentou todas as evidências juntadas em sua investigação.

“Back insistiu que não era Satoshi e atribuiu tudo a uma série de coincidências. Mas, em alguns momentos, sua linguagem corporal contava outra história”, conta o jornalista.

“No fim das contas, isso não prova nada. E posso te assegurar que realmente não sou eu”, disse Back. “Não sou eu, mas entendo o que você está dizendo, que foi isso que a IA apontou com os dados. Ainda assim, não sou eu.”

“Claramente eu não sou Satoshi, essa é a minha posição.”

Nas redes sociais, o desenvolvedor publicou um longo texto em resposta à reportagem, novamente se defendendo da acusação de ser uma das mentes mais brilhantes e dedicadas deste século.

“Não sou o Satoshi, mas foquei cedo e de forma obstinada nas implicações sociais positivas da criptografia, privacidade online e dinheiro eletrônico; daí meu interesse ativo, de 1992 em diante, em pesquisa aplicada sobre ecash e tecnologias de privacidade na lista cypherpunks, o que levou ao hashcash e outras ideias.

@JohnCarreyrou, em sua pesquisa para o NYT, encontra — assim como @AaronvanW em seu livro “Genesis Block” — muitos análogos interessantes ao Bitcoin em tentativas precoces de criar um ecash descentralizado; na prática, ideias de protótipos tentando decifrar algo semelhante ao Bitcoin, incluindo p2p, BGP e prova de trabalho.

Quanto à sua citação “não estou dizendo que sou bom com as palavras, mas com certeza falei demais nessas listas”, o contexto mais amplo foi minha observação de que, por eu ser comunicativo na lista e conhecido por ter um interesse ativo em ecash, existe um certo viés de confirmação ao encontrar meus comentários frequentemente em tópicos sobre o tema. Devido ao meu volume de postagens, seria mais provável eu ter comentado do que outros com interesses semelhantes, mas que postavam 20 vezes menos. Ofereci isso ao John como uma explicação de por que isso pode ser visto como uma forma de viés de confirmação que deveria ser corrigida estatisticamente.

O restante é uma combinação de coincidência e frases semelhantes de pessoas com experiências e interesses parecidos — a inferência de que Satoshi precisava de habilidades e experiência específicas para descobrir o Bitcoin, enquanto eu e outros chegamos “tão perto, mas tão longe” em discussões de design na década anterior.

Eu também não sei quem é Satoshi e acho que é bom para o Bitcoin que seja assim, pois ajuda o Bitcoin a ser visto como uma nova classe de ativos: uma commodity digital matematicamente escassa.”

Fonte: Investigação do NYT afirma que Satoshi Nakamoto, criador do Bitcoin, é Adam Back

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