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Jeffrey Chiquini é acusado de receber criptomoedas como doação nas eleições 2026 para Deputado Federal por opositor do PT-PR

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Advogado já defendeu no STF o ex-assessor de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, que segue preso no Paraná Alexandre de Moraes Flávio Dino Paulo Gonet 8 de janeiro Filipe Martins

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) julgou uma ação contra o candidato a deputado federal Jeffrey Chiquini (NOVO-PR) no domingo (13), em um processo que acusa o político de usar criptomoedas e plataformas corporativas para cometer abuso de poder econômico na corrida eleitoral.

O atual deputado estadual do Paraná e também candidato a deputado federal pelo PT, Arilson Maroldi Chiorato, apresentou a queixa oficial contra o concorrente nas eleições 2026

O investigante alega que o investigado utilizou website para venda de cursos online e um grupo VIP no Telegram, ambos associados à sua empresa), para veicular propaganda eleitoral. Sustenta, ainda, a monetização de canais no YouTube e TikTok, o uso de criptomoedas para impulsionamento artificial no Telegram e a omissão de empresas na declaração de bens, configurando abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação“, denunciou.

Os autos citam até uma suposta oferta de mineração de criptoativos como isca para expor usuários a propagandas políticas disfarçadas.

Acusação do PT cita suposto esquema com criptomoedas e captação de eleitores

Chiorato afirma na denúncia que o investigado mesclava conteúdos políticos com dicas de investimentos em um grupo do aplicativo Telegram. Essa tática capta a atenção do público para o projeto eleitoral sem o registro legal nas cortes do Estado.

O candidato do Partido Novo enfrenta acusações de obter faturamento alto nas plataformas de vídeos curtos. A acusação projeta um cenário de lucro com a promoção paralela de sua imagem pública durante o período das eleições.

Estimativas anexadas na denúncia revelam os ganhos projetados com as postagens de conteúdos no mês de agosto. O faturamento na rede do Google alcançaria o pico de R$ 32.295,06 com as visualizações monetizadas das publicações.

A conta ativa na plataforma TikTok renderia cifras na ordem de R$ 12.759,11 para os cofres do advogado, citou acusação. O processo classifica essa engrenagem como uma estrutura comercial proibida de atuar nos bastidores das disputas das urnas.

Recursos públicos e decisões da corte

Documentos do inquérito indicam o recebimento de R$ 670 mil em recursos oriundos dos fundos públicos para o custeio da chapa. A denúncia relata a omissão de empresas na declaração de bens e o uso de endereços comerciais para veicular anúncios.

Uma ordem proferida no plantão judicial determinou a remoção dos conteúdos políticos abrigados no site corporativo e no aplicativo de mensagens. O juiz estipulou um prazo limite de 24 horas para o cumprimento das exclusões sob pena de sanção avaliada em R$ 10 mil ao dia.

Costa compareceu aos autos do litígio para relatar a exclusão de sua página pessoal do banco de dados oficial do governo.

O político justificou a inserção equivocada do endereço eletrônico de sua empresa de consultoria como um mero erro material da equipe.

A defesa apresentou um boletim de ocorrência da polícia civil para atestar fraudes na autoria do perfil investigado no Telegram. Os advogados repudiaram o controle sobre a conta e culparam terceiros anônimos pela criação de uma rede cibernética com o nome do candidato.

Reversão de punições após a defesa do candidato do NOVO

A junta de defensores reforçou a contestação com a citação de um caso de denúncia similar já arquivado pelas autoridades estaduais.

Ou seja, o veredito daquele processo isentou o político de culpas pelos tráfegos de mensagens executados no grupo sem o seu aval.

O relator do processo, desembargador Fernando Prazeres, analisou os novos recursos e suspendeu a punição direcionada ao perfil do Telegram. O magistrado acatou as provas de fraude externa e livrou o réu da obrigação de apagar as postagens irregulares da internet.

Além disso, a corte descartou a suspensão arbitrária de todos os perfis do réu por causa do risco de censura contra publicações inofensivas.

Pedidos de sanções financeiras exigidas pelo concorrente acabaram descartados pelos juízes em virtude de erros na escolha da via processual. Os fiscais exigem a abertura de uma representação avulsa para julgar o mérito das multas direcionadas contra o advogado que tenta um cargo nas eleições.

Agora, a defesa de Chiquini terá 5 dias para se manifestar no processo, que é um dos primeiros do Brasil que mostra que os golpes digitais que prometem lucros com criptomoedas e outros investimentos chamou atenção da justiça eleitoral. No Brasil, vale lembrar, é proibido aceitar criptomoedas como doação para política.

Chiquini terá cinco dias para se defender no TRE-PR
(Fonte/TRE-PR: Apuração exclusiva do Livecoins).

Quem é Jeffrey Chiquini?

Candidato a deputado federal nas eleições 2026 pelo Partido NOVO, Chiquini conta com o apoio dos também candidatos Flávio Bolsonaro (Presidência/PL), Sérgio Moro (Governador do Paraná/PL) e Deltan Dallagnol (Senado-NOVO).

O advogado ficou famoso no Brasil após defender o ex-assessor Filipe Martins no STF e protagonizar uma cena com os Ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, este último que chamou a polícia judicial para ele durante a sessão.

Hoje, Chiquini reúne mais de 2,4 milhões de seguidores só em seu Instagram. Agora candidato, ele promete lutar pela reforma do judiciário e tenta uma vaga no Congresso Nacional pelo Estado do Paraná.

Filipe Martins foi julgado no STF em dezembro de 2025 e seu advogado Jefrey Chiquini fez sua defesa
Filipe Martins foi julgado no STF em dezembro de 2025 e seu advogado Jeffrey Chiquini fez sua defesa (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Fonte: Jeffrey Chiquini é acusado de receber criptomoedas como doação nas eleições 2026 para Deputado Federal por opositor do PT-PR

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