Receita revela que stablecoins representam 80% do volume declarado de criptomoedas no Brasil
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A Receita Federal revelou recentemente que as stablecoins já representam 80% do volume de criptomoedas declaradas no Brasil. Como comparação, o texto afirma que esse volume era de somente 3,5% em 2019.
No período analisado, entre agosto de 2019 e dezembro de 2025, foram declarados R$ 1,58 trilhão em operações de criptomoedas. Desde total, 71,7% (R$ 1,13 trilhão) correspondem a stablecoins.
Dados do MercadoCripto confirmam essa dominância das stablecoins. Nas últimas 24 horas, 94,75% do volume de negociação do mercado brasileiro está em duas moedas, USDT e USDC, seguido pelo Bitcoin, com somente 2,2%.

Receita afirma que pico de dominância das stablecoins chegou a 94,3%
Embora Bitcoin e Ethereum continuem sendo as duas maiores criptomoedas do mercado, a Receita Federal aponta que as stablecoins são as moedas mais negociadas por brasileiros.
“Quando medida como proporção do volume total mensal de criptoativos declarados, a participação das stablecoins saltou de 3,5% em 2019 para 79,7% em 2022. Em 2023, a participação chegou a 91,5%, com um pico mensal de 94,3% de todos os criptoativos declarados à RFB em julho de 2023.”

Segundo a receita, o pico de dominância diminuiu em alguns momentos de 2024 e 2025 devido à valorização de outras criptomoedas no período, fazendo essa porcentagem se estabilizar entre 76% e 80%.

Nove a cada 10 reais em stablecoins negociadas por brasileiros foram em USDT
Dando maior destaque à dominância da USDT dentro das stablecoins, a Receita aponta que a criptomoeda emitida pela Tether concentra cerca de 90% do volume dessas moedas no Brasil.
“Isso corresponde a cerca de R$ 1,0 trilhão em valor de transações entre agosto de 2019 e dezembro de 2025.”
Enquanto a USDT mantém 88,7% das negociações, a USDC aparece com outros 7,1% e a BRZ (atrelada ao real brasileiro) é responsável por 3,4% do volume analisado.

“O avanço das stablecoins não é apenas em volume total. O número de operações com esses ativos também disparou: foram 185,7 milhões de operações de compra e venda declaradas no período, ante praticamente nenhuma em 2019.”
A Receita afirma que a atividade se intensificou a partir de 2024. Mais especificamente, o recorde de operações aconteceu em novembro daquele ano.

Receita afirma que uma parte expressiva desse volume vem de corretoras estrangeiras
No texto, a Receita Federal aponta que transações de criptomoedas serão reportadas diretamente ao órgão pelas corretoras devido à DeCripto a partir do fim de julho.
Sem dar números exatos, a Receita aponta que “parte expressiva” do volume de stablecoins mencionado acima vem de corretoras sediadas fora do país. “A DeCripto estabelece a obrigatoriedade de declaração das transações de interesse também às prestadoras estrangeiras”, explica à Receita.
Portanto, é possível que os números analisados neste relatório sejam muito maiores nas próximas leituras.
Fonte: Receita revela que stablecoins representam 80% do volume declarado de criptomoedas no Brasil
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