Novo malware se passa por CrashReporter da Apple para roubar criptomoedas e outros dados de usuários de macOS
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Um novo malware está se passando pelo CrashReporter da Apple, componente responsável por registrar informações sobre travamento de aplicativos, para roubar carteiras de criptomoedas e outros dados de usuários de macOS.
Pesquisadores da Jamf Threat Labs apelidaram a ameaça de CrashStealer, apontando que ela foi observada pela primeira vez no início de maio e os ataques reais começaram neste mês de julho.
Embora os sistemas operacionais da Apple sejam considerados mais seguros do que os de seus concorrentes, o caso mostra que usuários devem se manter atentos.
Malware monitora cerca de 80 carteiras de criptomoedas e 14 gerenciadores de senha
Dando detalhes técnicos sobre o CrashStealer, a Jamf aponta que o infostealer é diferente de outros por ser implementado em C++ nativo e criptografar dados no lado do cliente.
“Ele valida localmente a senha de login da vítima antes de iniciar a coleta, reúne dados de navegadores, carteiras de criptomoedas, gerenciadores de senhas e do keychain, criptografa os dados coletados com AES-GCM antes de enviá-los usando libcurl e garante persistência copiando e reassinando a si mesmo”, explicam os pesquisadores.
Como exemplo, o relatório nota que o malware exibe uma janela de senha muito semelhante ao prompt legítimo de autorização do macOS. Indo além, também revela que CrashStealer valida a senha localmente antes da mesma ser coletada pelos hackers.
O objetivo seria o roubo de diversas informações. Dentre os navegadores de internet observados pelo malware estão Google Chrome, Brave, Edge, Opera, Opera GX, Vivaldi, Chromium e NAVER Whale.
Além disso, cerca de 80 extensões de carteiras também são monitoradas pelo CrashStealer, incluindo:
- MetaMask
- Phantom
- Coinbase Wallet
- Trust Wallet
- Rabby
- OKX Wallet
- Exodus
- Keplr
- Solflare
- Backpack
“Uma extensa lista cobrindo os ecossistemas Solana, Cosmos, TON, Sui, Aptos e NEO; e 14 gerenciadores de senhas, incluindo 1Password, Bitwarden, LastPass, Dashlane, Keeper, KeePassXC, NordPass, Enpass e RoboForm.”
Segundo os pesquisadores, os dados coletados então são gravados em diretórios ocultos e criptografados individualmente. Por fim, o malware cria arquivos ZIP e os exfiltra.
“O CrashStealer é um infostealer para macOS escrito em C++ nativo que combina objetivos comuns — como roubo de credenciais, carteiras de criptomoedas e dados do keychain — com uma implementação mais sofisticada.”
Especialistas dão dicas de segurança
Quanto à proteção, os especialistas do Malwarebytes recomendam que usuários tomem cuidado com downloads do CrashReporter, notando que as ferramentas de relatório de falhas da Apple já vêm integradas ao macOS.
“Tenha cuidado com instaladores protegidos por PIN. Se um convite para reunião ou uma ferramenta de colaboração exigir que você baixe um software de um domínio desconhecido e insira um PIN privado para desbloquear o instalador, verifique a solicitação com o organizador por meio de um canal confiável separado.”
Seguindo, também notam que uma solicitação de senha logo após a abertura de um aplicativo novo/desconhecido pode ser um sinal de alerta.
Por fim, recomendam que usuários evitem manter carteiras de alto valor e gerenciadores de senhas no mesmo computador usado para tarefas do dia a dia.
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