Gestor de fundos de criptomoedas renuncia à cidadania para fugir de impostos e acaba condenado à prisão
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]A Justiça dos Estados Unidos condenou um gestor de fundos de criptomoedas a 37 meses de prisão por evasão fiscal, com o tribunal federal proferindo a sentença contra o executivo na segunda-feira (27) no distrito oeste da região do Texas.
Justin atuava de forma profissional no mercado com foco em investimentos em projetos de criptomoedas.
O empreendedor lucrou pelo menos US$ 7 milhões com sua empresa ao longo de vários anos de operações comerciais.
As apurações, contudo, apontam que o réu fraudou os impostos sobre os rendimentos obtidos nas declarações anuais das temporadas de 2020 a 2022.
O acusado informou ganhos anuais de até US$ 5 mil e omitiu o controle de contas bancárias no exterior com saldo milionário.
Renúncia à cidadania americana oculta lucros com criptomoedas
O investidor optou por renunciar à sua cidadania americana no mês de março do ano de 2022. As pessoas expatriadas precisam relatar os dados precisos sobre patrimônio e rendimentos ao Serviço de Receita Interna (IRS) na data de partida.
Justin entregou um relatório de expatriação forjado com dados distorcidos sobre a sua riqueza na época dos fatos.
O documento atestava posses totais na casa de US$ 25 mil contra uma fortuna real acima de US$ 2 milhões sob domínio do fraudador.
Um dos depoimentos atesta que o homem mentiu perante os fiscais sobre o cumprimento de suas obrigações financeiras dos cinco anos anteriores ao processo migratório.
O departamento governamental detectou as inconsistências do morador das Ilhas Cayman e instaurou um inquérito contra o antigo residente da cidade texana de Austin.
Compra e venda de imóveis de luxo piora situação processual
Registros de propriedades revelam que o gestor comprou uma casa em um vilarejo na região do Colorado pelo montante de US$ 5,8 milhões em 2023.
O ex-cidadão americano vendeu o imóvel três meses depois por um valor na faixa de US$ 9 milhões para embolsar a diferença na quantia.
As regras fiscais do país obrigavam a declaração de todas as cifras oriundas do lucro com a venda da referida residência de alto padrão.
Justin sonegou os papéis da transação imobiliária para impedir a retenção dos impostos cobrados sobre o ganho de capital com o negócio fechado.
O juiz Robert ordenou a aplicação de três anos de liberdade vigiada após o cumprimento integral da pena de detenção em regime fechado.
A condenação também exigiu o pagamento de US$ 3,4 milhões a título de restituição para os cofres do tesouro público americano devido aos danos causados.
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