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Polícia do Rio de Janeiro cria núcleo para rastrear criptomoedas em investigações, o NuCripto

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Placa de bem-vindo ao Rio de Janeiro

A Secretaria de Estado de Polícia Civil (SEPOL) do Rio de Janeiro instituiu o Núcleo de Apoio às Investigações com Criptomoedas (NuCripto), conforme apurado pela reportagem do Livecoins em documento publicado na quarta-feira (24).

Este novo setor subordina suas tarefas ao Departamento-Geral de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD). Assim, os agentes possuem a missão de apoiar outras unidades em casos com foco no uso ilícito de criptomoedas.

O texto do governo fluminense responde ao uso frequente de ferramentas financeiras modernas por organizações criminosas, quando facções tentam ocultar valores milionários por meio de transferências utilizando a tecnologia blockchain.

NuCripto é o nome da nova divisão de rastreio de criptomoedas da PC RJ
NuCripto é o nome da nova divisão de rastreio de criptomoedas da PC RJ (Foto/Reprodução).

Rastreio de criptomoedas aproxima núcleo policial do Rio de Janeiro das inovações técnicas do mercado

As autoridades estaduais justificam a medida com base na Lei 14.478/2022 sancionada no Brasil. Tal diretriz federal criou regras claras para empresas prestadoras de serviços com criptomoedas no território nacional.

Delegacias em todo o estado fluminense precisavam de uma equipe com grande capacidade de inspecionar dados nas plataformas digitais corretoras.

A criação do grupo específico e focado centraliza o conhecimento técnico para enfrentar os crimes de colarinho branco com eficácia.

O núcleo possui uma organização interna liderada por um delegado de polícia em cargo de coordenador titular. Além disso, a estrutura corporativa conta com grupos de apoio operacional e análise de dados cibernéticos complexos.

Uma área voltada para treinamentos corporativos integra o escopo de trabalho da nova unidade investigativa. Policiais civis receberão capacitação contínua para entender o fluxo do dinheiro nas carteiras de criptoativos.

Combate aos crimes financeiros ganha reforço com integração de dados

O órgão especializado trabalhará em união com o Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LABLD). Desta forma, o setor atuará de braços dados com o Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA).

Metodologias avançadas de análise em registros públicos de operações financeiras ajudam na identificação de donos de carteiras de bitcoin. Os especialistas em segurança buscam desvendar o caminho dos fundos desde a origem da fraude até o destino final dos valores.

Relatórios técnicos ajudarão promotores e juízes a compreender as rotas de evasão de divisas.

O cruzamento de dados constrói uma base sólida de informações sobre padrões de movimentação de capitais no estado.

Investigadores vão articular acordos diretos com órgãos de controle e instituições financeiras do país. Empresas provedoras de serviços do setor também fornecerão suporte para o avanço rápido das apurações na internet.

Tratamento de informações respeita regras de proteção de dados do Brasil, a LGPD

O acesso ao banco de perfis e carteiras obedece aos limites impostos pela Lei 13.709/2018 de forma estrita. Esta regra de proteção de dados pessoais garante o uso ético das informações coletadas nas investigações policiais.

Todo o material de caráter sigiloso possui guarda restrita aos servidores autorizados pela direção de segurança do núcleo.

O regulamento interno disciplina as permissões de entrada nos sistemas de busca de suspeitos listados pelo governo.

Universidades federais e empresas de grande porte do ramo podem firmar acordos de cooperação técnica com as forças de segurança pública do estado.

Esta parceria focada com a esfera privada amplia as chances de sucesso na detecção das quantias desviadas da população.

A falta de custos extras para os cofres públicos marcou o anúncio da resolução estadual fluminense. Os diretores vão realocar os profissionais com formação prévia em tecnologia da informação para compor os novos esquadrões.

Por fim, vale lembrar que a nova divisão tem o mesmo nome da antiga operação de criptomoedas do Nubank, que também utilizava a marca NuCripto, depois virando Nubank Cripto.

Fonte: Polícia do Rio de Janeiro cria núcleo para rastrear criptomoedas em investigações, o NuCripto

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